
O Sr. Almunia acha-se um grande analista europeu e pobre dele, só consegue analisar o seu próprio cargo e fazer a sua manutenção.
A oposição tem problemas de identidade.
O Presidente da República não quer dizer que não fez tudo antes de deixar cair o governo.
O Sr. Mário Crespo, admirador do jornalismo de Manuela Moura e ressaibiado, sente o terreno a fugir-lhe dos pés, lembrando-se quando foi despedido da RTP e quer arranjar um bode expiatório, para isso escolheu o Primeiro Ministro & outros.
As bolsas caem.
Os investidores não investem.
As agências de rating, como prostitutas de luxo, para serem faladas querem colocar Portugal em saldo.
Os jovens estudantes vieram para a rua.
Parece que tudo "enmalucou" de vez, ficou doidinho da cabeça.
O Sr. da Madeira porque estamos em tempo de Carnaval faz o seu número preferido, o de estar ao mesmo tempo completamente independente do rectângulo do continente, estando completamente dependente dos dinheiros que daqui vão. É uma acrobata de mancheia. Veio ao circo como ele diz, actuar contribuindo para o déficit nacional, descabelando mais uma vez, a instável estabilidade nacional.
Os governos e este por ser o último, e só por isso, estão com dificuldades em governar. Com maioria faziam o que queriam, em minoria têm dificuldades, porque não têm dinheiro, nem coragem/possibilidades de ir buscar a quem tem, nem experiência democrática.
Chegou tudo a um ponto de quase ruptura, foi só gastar, gastar, quer nos governos do PSD como nos do PS, e agora que estão sobreendividados e já não têm crédito a não ser que vendam também os dedos, não sabem o que fazer.
Saber, sabem: tirar mais ao povo, só que este já não tem.
Antes era fácil governar, quando não havia dinheiro pedia-se e havia um banco (= União Europeia) que só queria emprestar para depois ganhar nos juros e não só, e o povo pagava. Agora não podem pedir mais.
Governar é difícil, governar-se é muito mais fácil.
Não temos um PR à altura nem um PM, mas também não temos um povo atento, correcto e que saiba defender os seus interesses, prevenir situações. Tal povo, tais governos e governantes.
A nossa fase é de um estendal de todas as misérias e privações, de todas as inquietações e frustrações para a maioria e do "bem bom" para uma minoria, à moda da América Latina.
Às vezes, sinto-me sufocar alternadamente de raiva e de impotência.
Este é um país pequeno, uma gente pequena e tem uma alma pequena.
Não me apetece enrolar numa sessão de revivalismo, por isso não me apetece dizer que isto está parecido com o antigamente, dar opiniões em câmara rápida, não me apetece, porque é perigoso.
Os medíocres nunca estão sós e a mediocridade é uma pátria. Os medíocres arrastam medíocres. É o que eu vejo nesta tarde de chuva com os jornalistas a trajificar mais a tragédia, mais uma, deslocou-se a imprensa do Haiti para o Parlamento português, com o título "Governo cai hoje ou espera por amanhã"?
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