segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

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Lá chegou ao serviço, como lhe chamava, com uma vontade de sair antes de se sentar, a sensação não o abandonava.
Sabia quais as tarefas a realizar naquele dia, havia pendentes: telefonemas, e-mails para enviar, reuniões para marcar, enfim...
Levantou-se e foi até ao bar para tomar café. Encontrou alguns colegas que ouvia falar num tom muito distante, sem entender o que conversavam. Cumprimentou-os automaticamente, pediu o café, tomou o café. Dirigiram-se a ele, comunicando-lhe que tinha uma chamada, pagou e regressou ao gabinete, atendendo o telefonema.
A manhã decorreu estranha, realizava as tarefas automaticamente, mas a sensação que experimentava era que não devia estar ali. Pensou mesmo como é que pudera vir parar a um lugar destes. O que fazia ali? Que tinha aquela gente que viu no bar, de comum consigo? Estranha sensação que o fazia considerar que nada daquilo era real, antes fazia parte da ficção.
Chegou a hora do almoço e ao contrário do que era habitual, dirigiu-se para a porta, lá viu aquela gente de novo, a do bar e mais alguma, dirigiu-se ao restaurante do costume e aquela sensação que não desaparecia...
Regressou ao serviço e a tarde correu lenta já que cada tarefa que realizava era acompanhada duma pergunta: porquê estou a fazer isto? Porquê estou aqui a esta hora?
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